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Comida Típica



REGIÃO NORTE


A culinária dessa região incorporou o vocabulário e os hábitos indígenas como: tucupi, tacacá, cupuaçu.
A forte influência está nos peixes de rio como o tucunaré e o pintado, e no uso de raízes, como a mandioca brava. Da mandioca extrai-se o tucupi, um líquido amarelo de sabor amargo, base para o preparo de vários pratos. Doces feitos com frutas exóticas, como o açaí e o cupuaçu, também são um grande atrativo da culinária do Norte.


FRITO DO VAQUEIRO
Um dos pratos mais conhecidos e procurados na regi√£o, sendo originalmente criado para conservar a carne durante as longas caminhadas de trabalho em locais distantes. O Frito do Vaqueiro s√£o cortes, peda√ßos de carne de b√ļfalo com gorduras, fritos e misturados com farinha . Na Ilha de Maraj√≥ s√£o servidos tamb√©m peixes do local fritos ou na chapa, como o pirarucu preparado de modo simples e bem saboroso. Encontrado nos restaurantes do lugar √© bem apreciado.


PESCADOS OU PEIXES DO RIO AMAZONAS
Os pescados s√£o as bases da culin√°ria amazonense, influenciada pela cozinha ind√≠gena e portuguesa. Das mais de duas mil esp√©cies de peixes encontrados nas √°guas dos rios amaz√īnicos, muitos s√£o especiais para comer.
Os mais apreciados são: o tambaqui, servido assado ou em caldeiradas; o tucunaré, também em caldeiradas; e o pequeno jaraqui, um dos mais consumidos pelos nativos da região, de sabor delicado. Os acompanhamentos mais usados são: farinha de mandioca uareni e a d’água,, e tucupi, caldo bem amargo extraído da mandioca. Os temperos mais comuns são a pimenta-de-cheiro, a murupi e a pimenta-malagueta. O pirarucu é outro peixe muito apreciado, também conhecido como o bacalhau brasileiro.

TUCUPI
A cozinha paraense tem muita influência indígena, tanto no preparo como nos diversos ingredientes usados. O tucupi é um caldo amarelado de sabor amargo e forte, é um acompanhamento muito popular no consumo de carnes, peixes e no tradicional pato no tucupi. Preparado com o suco da raiz de mandioca deve ser cozido demoradamente, pois, segundo os índios da região, ele é venenoso se ingerido cru. A esse caldo costuma-se acrescentar algumas folhas de jambu, certa verdura que deve ser comida com cautela, pois causa dormência nos lábios.
O a√ßa√≠, fruta t√≠pica da regi√£o misturada com farinha e a√ß√ļcar, √© uma sobremesa muito apreciada pelos paraenses.

TACAC√Ā
A palavra √© de origem ind√≠gena. √Č um prato especial como se fosse uma sopa feita com tucupi, goma de mandioca cozida, jambu, um pouco de camar√£o seco e algumas pimentas-de-cheiro.
Os ingredientes são misturados para que o degustador possa ver a originalidade do prato. A sopa é servida bem quente e tomada numa cuia.

FRUTAS DA REGIÃO
A fruta mais popular e talvez a mais consumida √© o a√ßa√≠, principalmente no Par√°. Dessa fruta √© extra√≠do um vinho, que n√£o √© alco√≥lico, sendo misturado com tapioca ou farinha d‚Äô√°gua.Outra fruta t√≠pica das florestas amaz√īnicas √© o cupua√ßu, que √© usada no preparo de sorvetes, doces, refrescos ou sucos.Outras frutas, como o bacuri, tapereb√°, ux√≠, buriti, graviola, castanha-do-par√° e tucum√£ fazem parte da alimenta√ß√£o do povo da regi√£o do Amazonas.

REGIÃO NORDESTE
Nessa regi√£o, tr√™s ingredientes se destacam: a pimenta, o azeite-de-dend√™ e o leite de coco. Com eles √© feito o acaraj√©, um dos quitutes mais famosos da cozinha baiana, criada pelos negros africanos. Outro prato t√≠pico da regi√£o √© a carne-de-sol. Ela tem esse nome porque fica horas sob o sol forte depois de ser salgada. O a√ß√ļcar √© muito consumido, seja como melado de rapadura ou no preparo de doces diversos.

MOQUECAS, BOB√ď DE CAMAR√ÉO, SARAPATEL ETC.
A cozinha baiana é muita conhecida pelo seu tempero forte e tradicional. A moqueca é um prato muito encontrado nos restaurantes mais simples ou nos tradicionais. O preparo consiste em cozinhar os frutos do mar ou peixes com azeite-de-dendê, pimentão, tomate, cebola, coentro e leite de coco, acompanhados de pirão e farofa de dendê. Outros pratos muito apreciados são: bobó de camarão, vatapá, sarapatel e caldo de sururu. A pimenta é servida à gosto pois é muito picante.

ACARAJ√ČS
Uma das principais tradi√ß√Ķes de Salvador, que vem desde os tempos da escravid√£o, √© o acaraj√©: um bolinho de feij√£o-fradinho.
Primitivamente o acarajé era preparado em casa e as baianas perambulavam pelas ruas com uma panela na cabeça. A partir da década de 60, passaram a ter pontos fixos e a mistura era feita em casa. No preparo do acarajé, o feijão é lavado para tirar a casca e passado num moinho de café. Acrescentando água, sal e cebola, se obtém uma massa, que deve ser misturada e frita no óleo de dendê. Depois é cortado e servido com vatapá, camarão e pimenta à gosto.


ARATU
O aratu é um pequeno crustáceo muito encontrado nos manguezais da região. Parece um pequeno siri, com patas avermelhadas e casco escuro. Nos povoados beira-mar, as mulheres enchem latas e sacos de aratu, que depois é cozido e retirado toda a carne. A moqueca é preparada com azeite de oliva e leite de coco, ou ensopado com molho de tomate e azeite de oliva.


CARNE DE BODE ‚ÄďSARAPATEL
A carne de bode tem presença constante nos pratos do sertão pernambucano. A maneira de prepará-la varia de acordo com os costumes de cada lugar. A carne é retalhada e posta ao sol para secar. Pode ser assada, frita ou cozida. Quando cozida é temperada com pimenta-do-reino, alho e urucum. Com o fígado, coração, língua e sangue é preparado o sarapatel: temperado com tomate e cebola.


CARANGUEJADA
O caranguejo-u√ß√°, √© um crust√°ceo t√≠pico da regi√£o, e serve de alimento para a popula√ß√£o. √Č um dos petiscos mais consumidos pelos turistas e moradores. √Č cozido na √°gua com sal e servido de diversas maneiras. As patinhas s√£o servidas √† milanesa e as casquinhas de caranguejo √© feita com a carne cozida e temperada.


CARNE-DE-SOL
√Č muito encontrada nos botecos e restaurantes das cidades, fazendo parte importante do card√°pio da cozinha tradicional. √Č servida em peda√ßos ou em fatias, sendo acompanhada com arroz-de-leite, feij√£o verde, pa√ßoca, macaxeira (mandioca), farofa, vinagrete e manteiga de garrafa. A maneira de fazer √© particular em cada morador.


PEIXADAS, PA√áOCA, CAJU√ćNA
A cozinha piauiense recebeu forte influência da culinária indígena e africana e é muito original. Os temperos são a base de salsa, cebolinha, coentro, alho, leite de coco, pimenta e urucum. Os pratos são muito diversos com peixes e carnes. A peixada é feita com leite de coco e batata-doce. Come-se também a carne-seca, picada com arroz branco. A paçoca é feita com carne-seca desfiada com farinha e socada morosamente no pilão de madeira. O capote é feito com a carne de angola com arroz e manteiga. O capão cheio é o galo capado e cozido no tempero. A base do acompanhamento da cozinha do Piauí é a farinha de mandioca. A cajuína é um refresco de caju e a tiquira é uma cachaça feita da mandioca.

COZINHA SERTANEJA
A cozinha do sertão paraibano é considerada forte e saborosa. O sertanejo consome arroz-de-leite, carne de sol assada e desfiada, socada no pilão de madeira, feijão-de-corda, carne de bode, baião de dois: arroz e feijão cozidos e temperados juntos. Come-se fava, sarapatel e buchada de bode. As sobremesas são fartas como o cuscuz, pamonha, queijo assado com melado, coalhada com rapadura e farinha.

COZINHA PERNAMBUCANA
A culin√°ria pernambucana tem algumas variedades. O povo litor√Ęneo consome peixadas e moquecas. No interior do estado come-se carne-de-sol, pa√ßoca, dobradinha e buchada. O boi, quando abatido √© aproveitado totalmente. O chambaril √© feito dos ossos das patas dianteiras e traseiras, cozido com temperos caseiros: piment√£o, cebola, tomate e pimenta-do-reino. O acompanhamento √© feito de pir√£o. Um dos pratos tamb√©m t√≠picos √© a galinha ao molho pardo, cozida e temperada no pr√≥prio sangue.

LAGOSTAS E TAPIOCAS
A grande variedade de pescados e frutos do mar proporciona à cozinha cearense muita fartura. A lagosta é cozida com água e sal, sendo servida inteira. O pargo assado inteiro é ima opção variável e muito apreciado.
O consumo da tapioca faz parte da culin√°ria cearense e √© muito tradicional no litoral. A tapioca √© preparada usando a goma de mandioca com coco ralado, √°gua e sal. A massa √© esfarelada nas m√£os e assada na chapa de um fog√£o de lenha ou pedra. √Č usado o caf√© como acompanhamento.

PEIXADAS, CAMARÃO, LAGOSTAS
O prato mais popular de todo o litoral alagoano é a peixada. Um bom pedaço de olho-de-boi, cavala, arabaiana ou robalo e surubim é cozido numa grande panela com pedaços de batata, cebola e ovo. Tudo isso é refogado com tomates e temperado com sal e coentro. No acompanhamento são servidos o arroz branco e pirão. A lagosta e o camarão são preparados de modo semelhante.

PEIXADA T√ćPICA
Esse delicioso prato é encontrado principalmente na cozinha cearense ao longo do litoral. Sempre é usado peixe fresco, temperado com sal, limão e alho. O modo de fazer não foge do tradicional. Numa panela, colocam-se para cozinhar pedaços de cenoura, repolho, batatas, tomates, todos cortados e ovos, temperados com óleo, urucum e sal. Quando cozidos juntam-se os pedaços de peixe juntamente com leite de coco puríssimo. O pirão para acompanhamento é feito com o caldo de peixe e serve-se o arroz branco.

COZINHA BAIANA I
As cidades ou lugarejos √†s margens do Rio S√£o Francisco diferem na frequ√™ncia gastron√īmica de suas popula√ß√Ķes. Enquanto algumas preferem consumir a carne de bode, outras preferem uma moqueca de surubim, sempre acompanhado de arroz, feij√£o-verde e farofa de mandioca.

FRUTOS DO MAR COM ARROZ-DE-CUX√Ā
Os peixes, mariscos, camar√£o e caranguejos s√£o a prefer√™ncia gastron√īmica do povo do lugar. S√£o preparados, em caldeiradas, ensopados e tortas e acompanhados pelo saboroso arroz-de-cux√°.
Esse arroz é feito com camarão seco, farinha de mandioca, gergelim torrado no forno e vinagreira, uma planta de sabor amargo. Os doces são feitos da polpa do cupuaçu e bacuri.

COZINHA BAIANA II
A região foi colonizada por garimpeiros que no passado passaram a influenciar na cozinha dessa cidade. O tradicional arroz com pequi e o godó de banana, que é um ensopado de carne seca com quiabo e banana verde, retrata com fidelidade a época dos garimpeiros em busca de ouro.
Como acompanhamento é comum comer cortado de mamão verde ou abóbora.

BUCHADA DE BODE
O nome assusta os mais conservadores, mas o nordestino tradicional faz desse prato ‚Äúo mais tradicional do sert√£o nordestino‚ÄĚ.
A maneira de fazer √© simples: recheia-se o bucho de bode com mi√ļdos do pr√≥prio animal como: cora√ß√£o, rins, f√≠gado, que foram temperados com sal, vinagre e pimenta do reino, cebola, cebolinha de folha, salsa, alho, coentro, etc.
Costura-se o bucho que é cozido em fogo baixo (brando) durante umas 5 horas.
Come-se acompanhado de: arroz, pirão, tiras de tripa (que são enroladas num pedaço de osso do próprio bode).


REGIÃO CENTRO OESTE



Quando se fala da culinária de Goiás e Tocantins, pensa-se em pequi, uma fruta amarela, parecida com o abacate, da qual só se aproveita o caroço. Ele é o ingrediente do prato mais tradicional da região, o arroz com pequi. Essa receita é uma mistura de influências indígenas com portuguesas. Outro prato especial é a guariroba, uma espécie de palmito com sabor amargo. A região é rica em peixes, em especial o pacu e o dourado. A forma mais popular de cozinhá-los é na telha de barro, servidos com pirão e farinha de mandioca, à moda dos índios.

GALINHA COM PEQUI ‚Äď PEIXE NA TELHA - EMPAD√ÉO
No final do século XVII a cozinha goiana recebeu forte influencia dos colonizadores que buscavam ouro.
O prato mais tradicional é a galinha com pequi e guariroba. O pequi é uma fruta silvestre de aroma forte e de cor amarela, e a guariroba é um palmito amargo e nutritivo.
O empad√£o √© feito com frango, carne de porco, ling√ľi√ßa, guariroba e queijo.
Os peixes, surubim ou pintado, são temperados e assados na telha. Na culinária típica da região encontram-se o arroz com suã, angu, refogados de abóbora verde e quiabo.

PINTADOS, PACUS E PIRANHAS
A canjiquinha do pantanal mato-grossense é rica e diversa nos temperos. Os peixes mais procurados são os pintados e os pacus.
O pintado é feito à dorê, coberto de creme de leite e leite de coco natural, gratinado com mussarela. O pintado muitas vezes é servido ensopado. O pacu é comido frito, com as mãos, devido aos muitos espinhos. O caldo de piranha é muito procurado por ser considerado afrodisíaco.
A carne de jacaré é consumida como uma iguaria.

MATULA
Conhecida por muitos como a ‚Äúfeijoada do cerrado,‚ÄĚ a matula tem-se uma certa dificuldade no seu preparo tradicional. Os peda√ßos de carne- de- sol s√£o lavados e cozidos por mais de 4 horas juntamente com ling√ľi√ßa, rins, cora√ß√£o, bofe e l√≠ngua de porco.
Depois faz-se um refogado de feij√£o-branco ou feij√£o mulatinho com gordura, alho, sal, pimenta e cebola misturados com farinha de mandioca para formar o ‚Äútutu‚ÄĚ, quando a carne-de-sol √© adicionada na mistura. Serve-se acompanhado de arroz, galinha caipira frita, mandioca frita e carne de boi ou porco enlatada.(frita e colocada na lata por alguns dias).
No passado, a matula era enrolada na folha de bananeira para ser consumida nas longas caminhadas que se fazia entre as fazendas e pequenos povoados.

PESCADOS DO PANTANAL

A cozinha pantaneira influenciou fortemente no preparo dos peixes do pantanal. Um dos pratos típicos mais procurados é a mojica: um ensopado feito de filé de pintado, cozido com mandioca, salsa, cebolinha, sal e coentro numa panela de barro.
A ventrecha é a costela de pacu frito. O acompanhamento é a farofa de banana, arroz e pirão. A piraputanga é comida tradicionalmente por ser muito saborosa.


REGIÃO SUDESTE



Os bandeirantes portugueses saíram de São Paulo desbravando caminhos e acabaram se juntando aos tropeiros. Estes, na maioria caboclos, uma mistura de branco com índio, estavam atrás das jazidas de ouro, em Minas Gerais. Nas viagens, ambos levavam para comer carne de porco, feijão e farinha e colhiam couve pelo caminho. Dessa mistura surgiu o feijão-tropeiro. No litoral do Sudeste, peixes e frutos-do-mar reinam na cozinha. O Rio de Janeiro tem como receita mais tradicional a feijoada, um prato criado por escravos negros na senzala.

AFOGADO DE CARNE COM ARROZ BRANCO
√Č uma tradicional comida t√≠pica, outrora servida nas festas de casamento, comemora√ß√Ķes populares e religiosas. A carne de boi, bem macia √© cozida umas duas horas em fogo brando, at√© desmanchar. S√£o usados os temperos tradicionais como cebola, salsa, louro, etc. √Č servido bem quente com farinha de mandioca. O acompanhamento √© o arroz branco.

PEIXADA COM BANANA
√Č um prato de origem ind√≠gena, da tribo dos cai√ßaras. S√£o usados peda√ßos ou postas de peixe com peda√ßos de banana verde. Cozido na panela de pedra, a banana solta uma subst√Ęncia qu√≠mica, o tanino e adquire, durante o cozimento, uma cor azulada. √Č servido com farinha de mandioca, onde o caldo forma o pir√£o.

CALDEIRADA
Não se pode confundir esse prato com as peixadas ou moquecas. A caldeirada é encontrada no litoral sul de São Paulo e pode-se chamá-la de guisado. Numa tigela grande, colocam-se pedaços de peixe (cambucu, brejereba, cação, garoupa, robalo, etc) e frutos do mar (camarão, marisco, lula, polvo, mexilhão), que são cozidos juntos com tomates (molho), cebola, pimentão e açafrão. Serve-se acompanhado de arroz branco e pirão.

CARNE SERENADA
De preparo simples e popular, pega-se um bom peda√ßo de carne de boi (lagarto), que √© salgado e exposto ao sereno por algumas noites, mais ou menos umas 40 horas. A carne √© colocada, √† noite, para pegar sereno (as noites √ļmidas s√£o as melhores). √Č um m√©todo lento aonde a carne vai se desidratando, ficando macia, com uma cor clara. Antes do amanhecer, a carne √© guardada. Antes de ser assada a carne √© lavada e temperada com uma calda bem quente, composta de manteiga, alho frito, or√©gano e √°gua. Serve-se com feij√£o tropeiro, torresmo, arroz e verduras cruas.

COMIDA DE MINEIRO
A cozinha mineira está relacionada com a exploração do ouro, durante os séculos XVII e XVIII, recebendo influência portuguesa, africana e indígena. Pratos conhecidos como: tutu, feijão-tropeiro, frango ao molho pardo, frango com quiabo, frango com ora-pro-nóbis, são os mais conhecidos pelo povo do interior.
A couve com angu, torresmo e feij√£o-inteiro s√£o os acompanhamentos mais tradicionais.
O feij√£o-tropeiro representa tipicamente a comida do caboclo mineiro. √Č uma mistura de feij√£o bem cozido, sal, farinha de mandioca, ling√ľi√ßa, carne de porco e torresmo. Esse prato servia de alimenta√ß√£o b√°sica dos tropeiros da regi√£o, no s√©culo XVIII. A galinha com quiabo e angu tem uma tradi√ß√£o ind√≠gena, sendo o angu muito usado na alimenta√ß√£o dos escravos.
Os doces caseiros (de abóbora madura, de cidra, de mamão, de jaca, de leite, de banana, de laranja, de figo, de goiaba) quando comidos com ou sem queijo mineiro, são os mais procurados e elogiados.

CAMARÃO À DOIS
√Č usado o camar√£o-rosa, bem grandes, amarrados dois-a-dois e fritos em √≥leo quente. O recheio dos camar√Ķes √© feito de farofa de camar√£o mi√ļdo. Essa iguaria √© um prato t√≠pico muito saboroso.

COZINHA DO VALE DO PARA√ćBA ‚Äď SP.

A cozinha típica da região sofreu uma forte influência das tribos indígenas do passado como: mandioca, milho e cará. Os escravos africanos também muito contribuíram com o jiló, quiabo e chuchu. Esses pratos, feitos como refogados, eram muito apreciados pelos bandeirantes e tropeiros da época. Os pratos mais tradicionais são: contra-filé cozido com pinhão, frango com molho e noz moscada, frango de Revolução de 32.

MOQUECA CAPIXABA
A cozinha capixaba é representada tradicionalmente pela moqueca. Não se usa azeite-de dendê nem leite de coco. Frutos do mar são reforçados, juntamente com o camarão, siri e lagosta, numa panela de barro, com coentro e sal, cebola, alho, tomate, pimenta, limão, azeite e urucum. Se a moqueca é somente de peixe, usa-se o melhor como o namorado, robalo, etc. Para acompanhar serve-se arroz branco e o pirão, feito de cabeças de peixes.
A torta capixaba √© muito consumida na Semana Santa. √Č feita com siri, mariscos, caranguejo, camar√Ķes, lagostas, bacalhau e palmito. Deve-se fazer um refogado de cada componente em separado que depois, s√£o todos misturados numa panela de barro, quando s√£o colocados ovos batidos, antes de ser levado ao forno para assar e dourar. O prato √© trabalhoso e demorado, mas tem um sabor muito especial.

FEIJOADA
Um dos pratos típicos mais tradicionais da cozinha brasileira, tem sua origem, na colonização, nos séculos XVII e XVIII, durante a escravidão.
√Č composta de feij√£o preto cozido juntamente com peda√ßos de orelha, pele, rabo focinho, p√©s e ling√ľi√ßa de porco. Temperada com sal, cebola, louro e pimenta, a feijoada √© um prato muito saboroso. Como acompanhamento s√£o servidos o arroz branco, salsinha, cebolinha, couve picadinha bem fina e rodelas de laranja um pouco √°cida. Em algumas regi√Ķes, a laranja √© substitu√≠da por rodelas de abacaxi bem maduro.

DOBRADINHA COM FEIJÃO BRANCO

Ingredientes:
200 g de feijão branco pré cozido
1 kg de dobradinha ou bucho
suco de 2 lim√Ķes
2 lim√Ķes fatiados com casca
1 punhado de fub√° grosso
¬Ĺ copo de cacha√ßa
√°gua o quanto baste
1 concha de gordura
6 dentes de alho amassados
1 cebola média cortada em cubos
1 colher (sobremesa) de urucum
sal com alho (a gosto)
4 tomates picados sem pele e sem sementes
1 piment√£o verde picado em cubos
2 folhas de louro
pimenta malagueta (a gosto)
Cheiro verde (a gosto)

Modo de Fazer:
1¬ļ etapa:
Cozinhe o feij√£o em √°gua e reserve.
2¬ļ etapa:
Corte a dobradinha em quadrados, leve ao fogo com √°gua e o caldo do lim√£o, juntamente com a cacha√ßa. Afervente por 3 vazes. Escorra , lave em √°gua corrente esfregando os lim√Ķes cortados com o fub√°.Reserve.
3¬ļ etapa:
Refogue o molho na seguinte ordem: gordura, alho, cebola, urucum,sal, tomate, pimentão, louro, pimenta,um pouco do cheiro verde. Coloque a dobradinha sobre este refogado, mexa um pouco até incorporar o sabor e a cor e acrescente água quente aos poucos. Feche a panela de pressão. Deixe cozinhar por uns 30 minutos. Os outros 10 minutos, para chegar no ponto, coloque o feijão branco para terminar de cozinhar junto.
4¬ļ etapa:
4.Na hora de servir, acerte o tempero, coloque mais pedaços de tomate ,pimentão e cebola por cima,coloque cheiro verde e leve a mesa com arroz branco, couve e farinha.


REGIÃO SUL




A cozinha do Sul é carregada de influências de diversos povos da Europa que migraram para o Brasil, principalmente alemães e italianos. No Paraná destaca-se o barreado, em que a panela é vedada com uma massa de farinha e água, enterrada no chão e coberta por uma fogueira acesa por muitas horas seguidas.

BARREADO

O Barreado é um prato de origem controvertida. Fala-se que foi criado pelos tropeiros do passado ou durante o carnaval (Entrudo).
Esse prato é formado de pedaços menos moles da carne de boi. Essa carne é cortada em pedaços pequenos e cozida numa panela de barro, temperada com sal, toucinho, cebola, tomate, louro salsa, cebolinha etc. A panela é vedada com massa feita com farinha de mandioca e água, ficando ao fogo pelo menos umas 12 horas. Logo após a carne é servida com farinha de mandioca, banana e pedaços de laranja um pouco ácida.

CAF√Č COLONIAL

As origens do café coloniais estão ligadas ao hábito do imigrante alemão, desde 1824. A tradição conta que tudo começou com a realização de uma festa típica onde toda a vizinhança era convidada para um banquete que durava quase uma semana. Outra versão é que os trabalhadores alemães levavam para comer uma farta e saborosa merenda. Com o passar do tempo o hábito tornou-se tradicional.
As guloseimas encontradas s√£o: biscoitos e bolos, p√£es, tortas, gel√©ias, manteiga, nata, requeij√£o, p√£o alem√£o (cuca) e ling√ľi√ßa. Bebe-se ch√° de ma√ß√£, caf√© com leite. Com a moderniza√ß√£o acrescentaram-se frituras, galeto, lombo de porco, suco de uva e vinho.

CAMARÃO AO BAFO, TAINHA RECHEADA.

Um dos pratos mais saboreados na regi√£o √© o camar√£o ao bafo. Cozido somente no vapor, √© importante que seja muito fresco para n√£o perder o cheiro e o sabor. √Č muito procurado e seu tamanho varia quando servido.
A tainha tornou-se a base dos pratos típicos. Podemos citar a tainha escalada e a tainha recheada. A primeira é aberta pelas costas, temperada com sal, limão, deixando-a secas ao sol por um dia. Depois é posta para assar na brasa.
A tainha recheada √© servida inteira, assada ao forno e recheada com ovas, farofa de camar√£o ou mi√ļdos de peixe. O pir√£o serve de acompanhamento.

CHURRASCO GA√öCHO

O churrasco ga√ļcho tradicional √© feito de uma boa costela de boi, com toda sua gordura, que ao assar √© temperada ao gosto da pessoa.
Pode-se encontrar na regi√£o v√°rios tipos de carne, tais como: boi, ovelha, porco e galinha, sempre no espeto e assados sobre a brasa. Os ga√ļchos mais tradicionais n√£o usam a picanha nem o fil√© Mignone, n√£o concordando com o uso de ‚Äúrod√≠zios e saladas‚ÄĚ.
Usa-se uma fogueira com brasas, e sob ela é espetada a carne. A farinha de mandioca é o acompanhamento típico ou tradicional.

CHURRASCO GA√öCHO NA VALA

Herdado dos tropeiros da regi√£o o churrasco assado na vala √© a maneira mais tradicional de se comer uma carne assada pelos ga√ļchos. A maneira de fazer √© r√ļstica: uma vala √© aberta na terra, onde s√£o colocadas as brasas que assam grandes peda√ßos de carne, espetados em peda√ßos de pau.
A carne é posta para assar às 7h da manhã e comida muito tempo depois. O acompanhamento mais variado é: arroz-de-carreteiro, paçoca de charque, moranga caramelada, feijão preto de caldo grosso e verduras.

COZINHA CARIJ√ď

A cozinha catarinense recebeu muita influência dos índios carijós do passado. Os imigrantes que se instalaram na região foram adaptando a cozinha à maneira açoriana.
Os índios contribuíram com o uso da farinha de mandioca para o pirão. Muitas receitas como: filé acebolado na chapa, ovo de galinha frito, pirão do caldo de carne, farofa de torresmo, banana assada, peixe frito em pedaços, ovas fritas, peixe assado na folha de bananeira, são pratos típicos e folclóricos.

SOPAS, BATATA E REQUEIJÃO, RAIZ AMARGA.

A cozinha ucraniana fortemente influenciou o h√°bito alimentar da regi√£o. Os imigrantes que colonizaram o lugar trouxeram seus card√°pios ricos em calorias e diferentes no paladar.
O Borcht é composto de uma sopa feita de beterraba, repolho, costela de porco defumada e creme de leite, servida com broa de centeio.
Os principais pratos são: varênikes (massa cozida, recheada com batata e requeijão), a shenka (pernil de porco, assado e frio).
Bebe-se o hrim, que √© uma raiz de sabor amargo, misturado com beterraba ralada, temperada com sal, a√ß√ļcar e vinagre.

GALETO

Os imigrantes italianos trouxeram de sua p√°tria alguns h√°bitos alimentares que enriqueceram a cozinha da regi√£o.
O galeto √© um franguinho novo com menos de 30 dias, temperado com leite e ervas, servido com sopa de capeletti, maionese, radicce com bacon, polenta e massa caseira. Em 1875 esse h√°bito alimentar foi introduzido com a chegada das primeiras fam√≠lias italianas. Essa iguaria, ‚Äúgaleto ao primo canto‚ÄĚ √© uma heran√ßa da imigra√ß√£o italiana.

GALINHA COM POLENTA

Por volta de 1870 chegaram os imigrantes italianos à região. O milho e a galinha passaram a ser o prato principal no almoço aos domingos. A tradição ainda se mantém em comer galinha ensopada e temperada com cebola, alho e tomate. A polenta é feita numa panela de ferro que é colocada numa tábua redonda de madeira para esfriar e cortada com uma linha de algodão. Serve-se também: espaguetes, omeletes e salada mista.

MARRECO RECHEADO

Esse delicioso prato faz parte do h√°bito alimentar dos moradores da regi√£o.
O marreco √© recheado com seus mi√ļdos: cora√ß√£o, f√≠gado e moela, assado e servido com repolho roxo refogado com alguns paus de canela e cravo. Algumas fam√≠lias comem essa ave com chucrute (repolho fermentado), pur√™ de ma√ß√£ ou batata. O recheio pode ser servido tamb√©m ao lado do marreco assado.

PINHÃO ASSADO

O pinhão é a base da culinária dos moradores do sul. A maneira de fazê-lo varia como: a sapecada, pinhão assado na brasa, na cinza.
A paçoca de pinhão serve de recheio para a costela de ovelha. Outros pratos típicos como o entrevero, o frescal fazem parte da tradicional cozinha catarinense. No natal costuma-se come-lo assado na brasa ou cozido e comido com mel.

QUIRERA

Prato tradicional paranaense come√ßou a ser consumido pelos tropeiros do passado que percorriam longas dist√Ęncias, montados em burros. A quirera √© feita com milho quebrado, cozido e depois socado no pil√£o. √ą servida com costelas de porco fritas.
Algumas vezes podemos encontrá-la temperada com salsinha, cebolinha, alho, manjerona, cebola. As costelas de porco são substituídas por suã.
O prato é muito tradicional.


DICAS E RECEITAS PARA PROFESSORES E ALUNOS DAS ESCOLAS P√öBLICAS DO ENSINO FUNDAMENTAL E M√ČDIO




REGIÃO NORTE




PATO NO TUCUPI (4 Por√ß√Ķes)
01 pato inteiro
03 litros de tucupi
02 pimentas-de-cheiro
04 dentes de alho
01 maço de folhas de alfavaca
03 maços de jambu
sal e a√ß√ļcar a gosto.

Vinha-d’alho
Suco de 02 lim√Ķes
01 cabeça de alho picada
¬Ĺ litro de vinagre de vinho branco
01 pimenta de cheiro
sal a gosto

Limpe e lave bem o pato em água corrente. Em uma vasilha, coloque o pato e despeje os ingredientes da vinha-d’alhos, deixando de molho na geladeira de um dia para o outro.
No dia seguinte, transfira o pato para uma assadeira, cubra com o molho (o mesmo usado no dia anterior) e leve ao forno médio até dourar, regando sempre.
Retire o pato do forno. Depois que estiver frio, coloque-o sobre uma t√°bua e, usando uma faca afiada, corte-o em peda√ßos. Em uma panela grande, misture o tucupi, a pimenta de cheiro, o alho, a alfavaca, uma pitada de a√ß√ļcar e o sal. Deixe ferver. Retire a metade do tucupi fervido da panela e reserve, pois ser√° usado no final. No tucupi restante, coloque os peda√ßos de pato assado e deixe ferver at√© que fiquem bem macios. Retire os peda√ßos de pato da panela e disponha-os em uma travessa de barro. Coloque tamb√©m o jambu escaldado em √°gua fervente. Aque√ßa o tucupi reservado e cubra o pato e o jambu com ele. Sirva com molho de pimenta e com farinha-d‚Äô√°gua de mandioca.


TACAC√Ā (6 por√ß√Ķes)
02 litros de tucupi
04 dentes de alho amassados
01 colher (ch√°) de sal
02 pimentas-de-cheiro
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de folhas de alfavaca
05 folhas de chicória
02 maços de jambu
500g de camar√£o salgado
02 xícaras (chá) de goma

Em uma panela, misture o tucupi, o alho, a alfavaca, a chic√≥ria, as pimentas e o sal. Leve ao fogo e deixe ferver em fogo baixo por 40 minutos, com a panela tampada. Peneire, separe os ingredientes peneirados e volte o tucupi para a panela, mantendo-o aquecido. Cozinhe o jambu em √°gua fervente at√© que os talos estejam tenros. Escorra bem, apertando com a m√£o para retirar o excesso de √°gua. Reserve. Lave os camar√Ķes em √°gua corrente. Retire a cabe√ßa e a casca, mantendo o rabinho. Em uma cuia, coloque 1 ¬Ĺ concha de tucupi quente, um pouco de goma, umas folhas de jambu e 5 camar√Ķes.
Sirva a seguir.

CALDEIRADA (4 por√ß√Ķes)
02 kg de peixe de rio cortado em 4 postas (peixe filhote)
20 camar√Ķes-rosa sem casca
05 litros de √°gua
05 cebolas médias inteiras
05 tomates inteiros
05 piment√Ķes verdes picados em peda√ßos grandes
04 batatas médias cortadas em pedaços grandes
07 dentes de alho
04 ovos cozidos duros
sal, azeite, cebolinha verde, coentro, salsinha, alfavaca e pimenta-de-cheiro a gosto.


Molho Vinha-d’alhos
Suco de 04 lim√Ķes
01 dente de alho
¬Ĺ copo de √°gua
sal a gosto

Em uma vasilha misture os ingredientes da vinha-d‚Äôalhos e coloque as postas de peixe de molho no tempero por 04 horas. Em um caldeir√£o grande ferva a √°gua com 01 cebola, 01 tomate, 01 piment√£o, 03 dentes de alho, cebolinha verde, coentro, salsinha, alfavaca, sal, pimenta-de-cheiro e um fio de azeite. Quando a √°gua come√ßar a ferver deixe por 10 minutos, apague o fogo e retire 02 litros do caldo, despejando-o em outra panela. Cozinhe nesse caldo o restante das cebolas, dos tomates, do alho, dos piment√Ķes e as batatas. Conforme forem ficando cozidos, retire com uma escumadeira e reserve. Depois que tudo estiver cozido, volte para o caldeir√£o o caldo que restou do cozimento. Deixe ferver novamente e junte as postas de peixe e os camar√Ķes. Cozinhe por 10 minutos. Monte a caldeirada em uma panela de barro, colocando as postas de peixe, os camar√Ķes, as cebolas, os tomates, os piment√Ķes, os alhos, as batatas e os ovos cozidos. Cubra tudo com o caldo quente.

VATAP√Ā DO NORTE (6 POR√á√ēES)
01 kg de camar√£o seco
500g de castanha-do-par√°
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de azeite-de-dend√™
02 xícaras (chá) de farinha de trigo
01 litro de √°gua
01 xícara (chá) de leite de coco
04 dentes de alho amassados
04 colheres (sopa) de azeite de oliva
02 pimentas-de-cheiro, picadinhas
01 cebola picada
sal, coentro, alfavaca e chicória a gosto

Limpe os camar√Ķes, tirando a casca e as cabe√ßas. Lave-os em √°gua corrente e deixe de molho 24 horas antes do preparo. No dia seguinte, escorra bem a √°gua dos camar√Ķes. Em uma panela grande, refogue no azeite a cebola, o alho, o coentro, a alfavaca, a chic√≥ria e a pimenta-de-cheiro. Quando a cebola murchar, junte os camar√Ķes e mexa. Enquanto isso, bata no liquidificador as castanhas-do-par√° e a √°gua. Junte a farinha de trigo e o leite de coco e bata mais um pouco, at√© tudo ficar bem misturado. Se n√£o couber no copo, bata em duas vezes e misture numa vasilha. Despeje esse l√≠quido sobre os camar√Ķes refogados e, sem parar de mexer, espere engrossar. Acerte o sal. No final do cozimento, adicione o azeite-de-dend√™, mexa bem e cozinhe mais um pouco. Se desejar uma colora√ß√£o mais amarelada, adicione mais azeite-de-dend√™. Sirva quente acompanhado de jambu refogado.

PUDIM DE A√áA√ć (8 por√ß√Ķes)
1 ¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de suco grosso de a√ßa√≠
01 lata de leite condensado (a mesma medida de leite)
02 gemas
02 colheres (sobremesa) de maisena
01 lata de creme de leite sem soro
02 pacotes de gelatina incolor
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de √°gua fria

Em uma panela, misture o leite condensado, as gemas e a maisena dissolvida no leite. Leve ao fogo baixo e mexa at√© engrossar. Espere esfriar. Dissolva a gelatina na √°gua seguindo as instru√ß√Ķes da embalagem. Adicione o suco de a√ßa√≠ e o creme de leite. Misture tudo muito bem e despeje em uma f√īrma para pudim molhada. Deixe na geladeira por no m√≠nimo 4 horas. No momento de servir, regue com um pouco de suco de a√ßa√≠.

DOCE DE CUPUA√á√ö (14 por√ß√Ķes)
1 kg de polpa de cupuaçu
1 kg de a√ß√ļcar

Em uma panela grande, misture a polpa do cupua√ßu com o a√ß√ļcar e leve ao fogo m√©dio, mexendo com uma colher de pau por cerca de uma hora, at√© desprender do fundo da panela. Espere esfriar. Coloque em uma compoteira e leve √† geladeira.


REGIÃO NORDESTE




VATAP√Ā (8 por√ß√Ķes)
2 kg de peixe em postas
300g de camar√£o fresco
04 dentes de alho
02 cebolas picadas
03 tomates sem sementes em rodelas
04 colheres de azeite de dendê
02 xícaras (chá) de leite de coco
200g de camar√£o seco sem sal
01 xícara (chá) de amendoim ou castanha de caju moída
500g de farinha de rosca ou 01 fruta p√£o
Coentro a gosto
sal a gosto

Em uma panela de barro, faça um ensopado com as postas de peixe, o camarão fresco, o alho, as cebolas, o azeite de dendê e o coentro. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo brando. Depois de cozido, espere esfriar.
Coloque o ensopado no liquidificador e bata muito bem. Despeje o creme na mesma panela de barro e cozinhe. Depois que o creme come√ßar a ferver, junte o amendoim mo√≠do, mexa bem e acrescente o camar√£o seco mo√≠do. Por √ļltimo, adicione a farinha de rosca ou a fruta p√£o dissolvida no leite de coco. Misture bem e deixe cozinhar sem parar de mexer at√© dar ponto.

ACARAJ√Č (20 unidades)
01 kg de feij√£o-fradinho
01 cebola grande
02 dentes de alho
azeite-de-dendê para fritar
sal a gosto

Recheio
Vatap√°, camar√£o seco e vinagrete a gosto.

Deixe o feijão de molho na água de um dia para o outro. No dia seguinte, escorra e esfregue o feijão para que saiam os olhinhos pretos e um pouco de casca. Bata no liquidificador com a cebola, o alho e o sal. Despeje a massa batida em uma vasilha e, com uma colher de pau, bata até que ela fique fofa e leve. Aqueça o azeite-de-dendê em uma panela funda. Com uma colher grande, pingue a massa. Frite de um lado e, depois que estiver dourada, vire. Escorra bem e recheie.

ARROZ COM PEQUI (6 por√ß√Ķes)
3 xícaras (chá) de arroz
6 colheres (sopa) de óleo
8 caroços de pequi
5 xícaras(chá) de água
1 dente de alho amassado
1 cebola ralada

Lave bem o arroz e escorra. Em uma panela, refogue no óleo o alho e a cebola ralada. Quando a cebola murchar adicione o arroz e os caroços de pequi. Mexa bem para fritar, Adicione a água. Cozinhe em fogo brando até a água secar e o arroz cozinhar. Se necessário acrescente mais água.

FAROFA DE TANAJURAS
Uma boa porção de tanajuras frescas.
√ďleo, sal, cebola e farinha de milho.

Separe o abd√īmen das tanajuras e ponha num prato. Numa panela, ponha o √≥leo para esquentar e logo ap√≥s frite os abdomens juntamente com a cebola picada e tempere com sal a gosto. Depois de fritos, abaixe o fogo e acrescente a farinha de milho. Mexa sempre para n√£o queimar e n√£o grudar no fundo da panela, fazendo uma farofa. Sirva quente ou frio com caf√© ou garapa (caldo de cana).

CARNE-DE-SOL COM JERIMUM E MACAXEIRA (4 por√ß√Ķes)
800g de carne-de-sol
400g de macaxeira (mandioca)
400g de jerimum (abóbora-moranga)
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de manteiga de garrafa
coentro picado a gosto

Deixe, de véspera, a carne de molho em água para tirar o sal. Troque a água algumas vezes. No dia seguinte, cozinhe a carne até ficar macia. Desfie e reserve. Corte o jerimum em pedaços (cinco x cinco cm) e cozinhe em água com um pouco de sal, até ficar macio. Escorra e reserve. Retire a casca da macaxeira, corte em pedaços e cozinhe em água com sal até ficar macia. Escorra e reserve. No momento de servir, esquente a manteiga de garrafa em uma panela, despeje a carne-de-sol, a macaxeira e o jerimum. Mexa tomando cuidado para não misturar os ingredientes. Se desejar, coloque mais manteiga. Arrume tudo em uma travessa e salpique um pouco de coentro.

BAI√ÉO-DE-DOIS (4 por√ß√Ķes)
150g de ling√ľi√ßa calabresa fresca em rodelas
200g de carne-seca
04 colheres (sopa) de manteiga de garrafa
02 xícaras (chá) de feijão-de-corda cozido escorrido
03 xícaras (chá) de arroz cozido
01 cebola média picada
200g de queijo de coalho em cubos
coentro picado a gosto

Deixe, de v√©spera, a carne-seca de molho em √°gua para tirar o sal. Troque a √°gua algumas vezes. No dia seguinte, cozinhe a carne at√© ficar macia. Desfie e reserve. Em uma frigideira grande, frite e ling√ľi√ßa calabresa na manteiga de garrafa. Quando estiver dourada junte e carne-seca desfiada e a cebola. Sem parar de mexer, acrescente o arroz cozido, o feij√£o e por √ļltimo o queijo de coalho. No momento de servir adicione o coentro picado.

DOCE DE LIM√ÉO (8 por√ß√Ķes)
02 d√ļzias de lim√Ķes taiti verdes
01 kg de a√ß√ļcar
√°gua

Ponha os lim√Ķes de molho na √°gua e esfregue com uma bucha para tirar o sumo da casca. Com uma faca, corte um pequeno tampo de cada lim√£o. Coloque-os numa panela com bastante √°gua e deixe ferver por 1 hora ou at√© que o miolo amole√ßa. Escorra. Com uma colher de caf√©, esvazie todos os lim√Ķes, deixando apenas as cascas ocas. Cozinhe novamente essas cascas, em bastante √°gua. Repita essa opera√ß√£o tantas vezes quantas forem necess√°rias, at√© que a √°gua, ao ser provada, n√£o amargue na boca. Em uma panela, misture o a√ß√ļcar com ¬Ĺ litro de √°gua. Leve ao fogo at√© formar um a calda rala. Adicione as cascas de lim√£o e deixe ferver. Se a calda come√ßar a ficar muito grossa coloque mais √°gua durante a fervura. Retire do fogo, espere esfriar e coloque em uma compoteira.


REGIÃO CENTRO-OESTE




EMPAD√ÉO GOIANO (10 Por√ß√Ķes)
Massa
4 xícaras (chá) de farinha de trigo. 2/3 de xícara (chá) de gordura vegetal ou banha.
1 ovo
14 colheres (sopa) de √°gua com um pouco de sal.

Recheio
2 xícaras (chá) de frango cozido em cubos
1 xícara (chá) de fresco em cubos
2 ling√ľi√ßas cozidas em cubos
1 xícara (chá) de guariroba ou palmito
30 azeitonas verdes sem caroço
2 ovos cozidos picados
1 lata de ervilhas
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de p√£o amanhecido esmigalhado

molho
1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola média picada
1 dente de alho amassado
4 tomates sem pele e sem sementes picado
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de polpa de tomate. Gema de ovo para pincelar.
Pimenta-do-reino e sal a gosto.

Misture todos os ingredientes da massa, amassando com as m√£os at√© ela ficar macia. Embrulhe em papel-alum√≠nio e deixe na geladeira por 2 horas. Em uma panela, refogue na manteiga todos os ingredientes do molho. Reserve. Em uma vasilha, misture todos os ingredientes do recheio e reserve. Abra a massa com um rolo e forre uma forma redonda grande. Espalhe o recheio e regue com molho de tomate. Cubra a f√īrma com o restante da massa. Pincele com a gema. Leve ao forno por 40 minutos.

ARROZ COM GUARIROBA (06 por√ß√Ķes)
3 xícaras (chá) de arroz
6 colheres (sopa) de óleo
2 dentes de alho amassados
1 cebola média picada
500g de guariroba
6 xícaras (chá) de água quente. Sal a gosto.

Corte a guariroba em pedaços pequenos e coloque em uma vasilha com água, sal e suco de limão. Deixe de molho por 30 minutos. Antes de usá-la, retire da vasilha e lave-a bem. Enquanto isso lave o arroz e deixe escorrer. Em uma panela, refogue no óleo a cebola e o alho. Adicione o arroz, frite bem e junte a guariroba.
Cubra com água quente. Salgue. Deixe cozinhar até a água secar.

MOJICA DE PINTADO (8 por√ß√Ķes)
1 Kg de peixe tipo pintado
1 dente de alho amassado
1 Kg de mandioca
1 ¬Ĺ litro de √°gua quente
1 piment√£o verde em cubos
2 tomates sem sementes em cubos
1 cebola picada
cebolinha verde e coentro picado a gosto
Pimenta-malagueta e sal a gosto.
Limpe o pintado, tirando as espinhas e a pele. Corte-o em cubos pequenos e tempere com alho e sal. Reserve. Descasque a mandioca e corte-a em cubos do mesmo tamanho do peixe. Em uma panela, adicione o piment√£o, os tomates, a cebola, o coentro, o sal, a pimenta e a mandioca. Cubra com √°gua quente, tampe e cozinhe por 15 minutos. Junte os cubos de peixe e cozinhe mais 15 minutos. Sirva com um pir√£o feito do caldo do peixe.

FURRUNDU (12 Por√ß√Ķes)
1 mam√£o verde ralado
2 rapaduras em pedacinhos (600g)
1 x√≠cara (ch√°) de √°gua. Casca de 2 lim√Ķes.

Ponha o mamão em um saco de pano, salpique um pouco de sal e lave-o em água corrente, para que saia o amargo. Esprema bem o saco. Numa panela, coloque a água e a rapadura. Leve ao fogo brando até dissolver, mexendo. Junte o mamão espremido e a casca de limão. Cozinhe até começar a aparecer o fundo da panela.

MAN√Č PELADO (10 por√ß√Ķes)
1 Kg de mandioca
1 xícara (chá) de queijo fresco ralado
3 colheres (sopa) de manteiga
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de √≥leo
4 ovos
2 x√≠caras (ch√°) de a√ß√ļcar
1 vidro pequeno de leite de coco

Descasque a mandioca, passe pelo ralador fino, coloque-a numa peneira fina e lave algumas vezes. Ponha a mandioca lavada em uma vasilha, apertando-a com as m√£os para retirar o excesso de √°gua. Junte o queijo, a manteiga e o √≥leo. Mexa bem com uma colher de pau. Bata os ovos at√© que fiquem esbranqui√ßados, adicione o a√ß√ļcar e torne a bater. Despeje os ovos batidos sobre a mandioca, misture bem, acrescente o leite de coco e mexa at√© que todos os ingredientes estejam bem misturados. Unte e enfarinhe uma f√īrma para pudim. Despeje a massa e asse em forno pr√©-aquecido m√©dio por 1 hora m√©dio por 1 hora ou at√© que o bolo esteja dourado e assado.

L√ćNGUA ENSOPADA (4 por√ß√Ķes)
01 língua de boi inteira
01 colher (sopa) de vinagre
03 dentes de alho amassados
02 colheres (sopa) de óleo
01 cebola média ralada
04 tomates picados sem pele e sem sementes
01 colher (sopa) de extrato de tomate
01 folha de louro
02 xícaras (chá) de caldo de carne
Pimenta-do-reino e sal a gosto.

Em uma panela, ponha bastante água, o vinagre e a língua e leve ao fogo. Quando a língua estiver cozida, escorra a água e espere esfriar. Com uma faca, tire a pele grossa que envolve a língua e coloque-a na panela novamente com mais água, alho, louro, sal e pimenta. Deixe cozinhar até ficar bem macia e, enquanto isso, prepare o molho: em uma panela refogue cebola, o extrato de tomate e os tomates no óleo. Junte o caldo de carne e deixe cozinhar até reduzir e ficar um molho encorpado. Fatie a língua, junte ao molho, cozinhe mais um pouco e acerte o tempero. Sirva com purê de batata.

FRANGO COM PEQUI (04 por√ß√Ķes)
1 Frango inteiro
12 caroços de pequi
1 colher (sobremesa) de óleo
2 dentes de alho amassados
1 cabeça de cebola grande fatiada
√Āgua para cozinhar. Cheiro-verde a gosto pimenta-de cheiro e sal a gosto.

Limpe bem o frango e corte-o em pedaços.
Em uma panela, coloque o óleo e deixe esquentar bem. Doure a cebola e o alho e refogue o frango. Depois que o estiver refogado, coloque os caroços de pequi. Vá pingando água até cozinhar e o caldo ficar grosso. Tempere com a pimenta e o sal. Quando o frango estiver pronto, junte o cheiro verde picado.


REGIÃO SUDESTE



GALINHA DE MULHER PARIDA (4 por√ß√Ķes)
01 galinha grande
01 piment√£o verde
01 cebola grande
03 dentes de alho picado
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de azeite de oliva
03 tomates maduros picados
02 xícaras (chá) de água
03 folhas de louro
02 galhos de hortel√£
suco de 01 lim√£o
farinha de mandioca para fazer o pir√£o
pimenta-do-reino e sal a gosto

Limpe bem a galinha, corte-a pelas juntas e deixe de molho no suco de limão. Depois de 5 minutos, escorra bem e tempere com alho, sal e pimenta-do-reino. Em uma panela, de preferência de barro, refogue no azeite os pedaços de galinha. Junte o resto dos ingredientes, tampe a panela e deixe cozinhar até a carne ficar bem macia. No momento de servir, retire um pouco do caldo que se formou e junte farinha de mandioca suficiente para obter um pirão.

CUSCUZ √Ä PAULISTA (06 por√ß√Ķes)
01 pacote de farinha de milho (500g)
01 kg de camar√Ķes m√©dios e limpos
01 vidro grande de palmito
04 colheres (sopa) de azeite de oliva
04 colheres (sopa) de óleo
05 tomates maduros sem pele e sem sementes picados
01 cebola grande picadinha
01 maço de com cebolinha picadinho
02 ovos cozidos em rodelas
01 tomate em rodela
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de azeitonas verdes sem caro√ßo
pimenta-do-reino e sal a gosto.

Despeje a farinha em uma vasilha, umede√ßa-a com uma salmoura morna, mexendo com as m√£os at√© desmanchar os flocos da farinha, deixando-a √ļmida e solta. Cubra com um pano e deixe descansar por meia hora. Numa panela grande fa√ßa um refogado com os camar√Ķes*, o azeite, o √≥leo, a cebola, os tomates, a salsinha e a cebolinha. Deixe formar um molho e adicione os palmitos* e as azeitonas*. Acerte o tempero. Cozinhe mais um pouco, tire do fogo e espere esfriar. Despeje o molho sobre a farinha umedecida. A massa deve ficar bem √ļmida; se esfarelar, coloque mais um pouco de √≥leo. A propor√ß√£o √© de 03 medidas de molho para 04 de farinha. Unte o cuscuzeiro com √≥leo e decore o fundo e os lados com os ovos, os camar√Ķes, o tomate, os palmitos e as azeitonas. Ponho a massa aos poucos, pressionando-a com os dedos. Leve ao fogo, em banho-maria, por cerca de 1 hora.
(*) Reserve alguns para decorar.

FRANGO COM QUIABO (6 por√ß√Ķes)
01 frango inteiro
02 litros de √°gua
¬Ĺ x√≠cara de gordura de porco
01 colher (sopa) de sal com 3 dentes de alho amassados
01 colher (sopa) de colorau (corante)
01 folha de louro
¬Ĺ de ma√ßo de cebolinhas
02 cebolas médias
500g. de quiabo
suco de 01 lim√£o
pimenta-malagueta e sal a gosto

Corte o frango nas juntas e limpe-o bem. Numa panela, ferva a água com o suco de limão e junte o frango. Ferva por 10 minutos, escorra, passe na água corrente e reserve. Na mesma panela, derreta a gordura, junte o sal, o colorau e o frango. Mexa bem e quando começar a dourar adicione água aos poucos, até formar um caldo. Junte o louro, a salsinha, a cebolinha e as cebolas picadas e cozinhe em fogo brando. Quando o frango estiver macio, ponha o quiabo em rodelas grossas e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Tempere com sal e pimenta.


FEIJOADA (16 por√ß√Ķes)
01 kg de feij√£o-preto
02 paios
01 ling√ľi√ßa portuguesa
01 ling√ľi√ßa calabresa defumada
200g de toucinho
300g de costelinhas defumadas
01 kg de carne-seca
01 rabinho de porco salgado
01 orelha de porco salgada
500g de lombinho de porco defumado
1 ¬Ĺ cebola picadinha, 03 folhas de louro
10 dentes de alho amassados
01 xícara (chá) de salsinha e cebolinha
02 colheres (sopa) de pinga e suco de 01 laranja

De v√©spera, lave bem as carnes salgadas e coloque-as de molho em √°gua. Retire o m√°ximo de sal e de gordura. Troque a √°gua 3 vezes durante 12 horas. Deixe tamb√©m o feij√£o de molho. No dia seguinte, troque a √°gua do feij√£o e coloque-o numa panela grande com bastante √°gua e 2 folhas de louro e leve ao fogo alto para cozinhar. Enquanto isso pegue as carnes que ficaram de molho e corte-as em peda√ßos iguais. Afervente as carnes, jogando a √°gua com a gordura fora. Em uma panela, refogue as carnes aferventadas em 8 dentes de alho, 01 cebola, salsinha, cebolinha e 01 folha de louro. Cubra com √°gua e deixe cozinhar at√© que fiquem macias. √Ä medida que forem ficando cozidas, retire da panela e reserve. Quando o feij√£o estiver quase cozido, junte as costelinhas defumadas, o lombinho de porco, o paio, metade do toucinho, as ling√ľi√ßas e as carnes reservadas j√° cozidas. Deixe cozinhar at√© o caldo engrossar, tomando cuidado para as carnes n√£o desmancharem demais. Em outra panela, frite o restante do toucinho picadinho e junte ¬Ĺ cebola, 2 dentes de alho, a pinga e o suco da laranja. Misture esse refogado ao feij√£o, mexa bem, acerte o sal e cozinhe mais um pouco.

TUTU A MINEIRA (8 por√ß√Ķes)
01 kg de feij√£o carioca cozido
01 cebola média ralada
04 dentes de alho amassados
¬Ĺ x√≠cara de gordura de porco
¬Ĺ copo de pinga
farinha de mandioca crua a gosto
02 folhas de louro
sal a gosto

Cozinhe o feijão, sem temperar, até amolecer. Deixe esfriar e bata no liquidificador com um pouco do caldo. Em uma panela, derreta a gordura e refogue o alho, a cebola e o sal. Adicione o feijão batido e as folhas de louro. Deixe ferver em fogo brando por cerca de 10 minutos. Sem parar de mexer, adicione aos poucos a farinha de mandioca até atingir o ponto desejado. Cozinhe por mais 10 minutos, mexendo de vez em quando. Junte a pinga, mexa mais um pouco e sirva com lombo e couve refogada.

VACA ATOLADA (4 por√ß√Ķes)
01 kg de costela de boi
03 litros de √°gua
01 xícara (café) de pinga
¬Ĺ x√≠cara de gordura de porco
03 dentes de alho amassados
01 colher (sopa) de colorau (corante)
03 cebolas médias, 01 folha de louro
01 colher (sopa) de sal
01 ramo de salsa e cebolinha
suco de 01 lim√£o. Pimenta-malagueta a gosto
Mandioca cozida a gosto

Em uma panela grande, coloque 2 litros de água, o suco de limão e a pinga. Quando começar a ferver, junte a costela e deixe cozinhar por 20 minutos. Escorra-a e lave em água corrente. Na panela de pressão, aqueça a gordura de porco, junte o alho, o colorau e a costela e mexa até dourar. Pingue água aos poucos (cerca de 1 litro) até formar um caldo grosso. Adicione o resto dos temperos e tampe a panela. Depois de 20 minutos de cozimento na pressão, abra a panela com cuidado e junte a mandioca cozida cortada em pedaços e deixe cozinhar por mais 15 minutos, em fogo brando, com a panela destampada, para que a mandioca pegue o sabor dos temperos.

MOQUECA CAPIXABA (4 por√ß√Ķes)
02 kg de badejo (ou garoupa) em postas
suco de 02 lim√Ķes
03 tomates picados
04 colheres (sopa) de coentro picado
02 cebolas picadas
02 colheres (sopa) de tintura de urucum
01 xícara (café) de azeite de oliva
pimenta-do-reino e sal a gosto

Tempere as postas de peixe com o suco de 1 limão e sal. Deixe no tempero por 20 minutos. Numa panela de barro, arrume metade dos tomates e das cebolas e coloque as postas de peixe. Cubra com o restante dos tomates, das cebolas, o coentro picado, a tintura de urucum e o azeite. Tampe a panela e leve ao fogo baixo até o peixe cozinhar, por cerca de 15 minutos. De vez em quando, mexa a panela para que o peixe não grude no fundo. Destampe a panela e deixe refogar por 5 minutos. Adicione o restante do suco de limão, acerte o sal e a pimenta. Sirva em seguida na própria panela.

RABADA (4 Por√ß√Ķes)
1 kg de rabo de boi
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de √≥leo
4 tomates sem sementes picados
2 dentes de alho picados
2 cebolas médias picadas
1 ramo de manjerona
4 folhas de s√°lvia
2 copos de vinho branco seco
2 cenouras médias em fatias. Sal e pimenta vermelha a gosto.
Limpe o rabo tirando o excesso de gordura e corte-o em pedaços. Coloque-os em uma vasilha e tempere com alho, a cebola, a manjerona, a sálvia e o vinho branco. Cubra e leve à geladeira de um dia para outro. No dia seguinte, retire a rabada da vinha d’ alhos. Em uma panela, frite no óleo quente os pedaços até que fiquem dourados. Acrescente a vinha d’ alhos e os tomates, tampe e cozinhe em fogo brando até a carne ficar macia, Se necessário, acrescente água. Junte a cenoura picada e cozinhe, deixando-a firmes. Sirva a rabada acompanhada de polenta mole.

DOBRADINHA (6 por√ß√Ķes)
1 Kg de dobradinha (bucho ou mondongo)
2 lim√Ķes
5 batatas médias picadas
4 tomates maduros sem pele e sem sementes
1 cebola grande picada
100 g de toucinho picado
2 colheres (sopa) de óleo
4 dentes de alho
1 maço de cheiro verde
¬Ĺ litro de √°gua
Sal e pimenta dedo-de-moça agosto

Lave a dobradinha em água corrente. Limpe-a bem, retirando toda a gordura. Esfregue com limão. Deixe de molho na água por 2 horas. Passe novamente na água corrente, corte em tiras pequenas e cozinhe, em bastante água, por 1 hora. Em outra panela, frite o toucinho no óleo. Quando começar a dourar junte a cebola, o alho o tomate, o cheiro verde e a pimenta dedo-de-moça. Deixe refogar um pouco e acrescente as batatas cortadas em cubos e a dobradinha cozida. Coloque sal e meio litro de água fervente. Tampe e deixe cozinhar em fogo brando até tudo ficar bem macio e pegar o gosto dos temperos. Sirva com arroz branco.

ARROZ DE CARRETEIRO
300 g de charque (carne seca)
1 cebola grande cortada em quadrados
5 dentes de alho
4 colheres (sopa) de óleo ou gordura
2 xícaras (chá) de arroz cru
Pimenta a gosto, tomate, salsinha e cebolinha.

Corte o charque em peda√ßos pequenos, lave bem e leve-o para ferver por 15 minutos. Escorra a √°gua e leve novamente em √°gua corrente. Numa panela de ferro, misture todos os ingredientes junto com o arroz e acrescente ¬Ĺ litro de √°gua. Leve ao fogo ate a carne ficar macia e o arroz ficar cozido. Se preferir, acrescente piment√£o e tomate picados. Salpique com cheiro verde.

FEIJ√ÉO TROPEIRO (04 por√ß√Ķes)
¬Ĺ kg de feij√£o cozido
300g de lombo de porco em peda√ßos mi√ļdos
¬Ĺ x√≠cara (ch√°) de alho socado ou batido com √≥leo
50g de bacon picado
01 cebola grande picada
¬Ĺ ma√ßo de couves cortado fina
02 ovos, 02 xícaras (chá) de farinha de milho.
¬Ĺ ma√ßo de cheiros-verdes picado
Pimenta-do-reino e sal a gosto.

Pegue o feij√£o j√° cozido, sem temperar, e espere esfriar. Despeje-o em uma panela e deixe escorrer bem. Numa panela, frite em um pouco da mistura de alho batido, com √≥leo o lombo e o bacon, at√© dourar. Adicione metade da cebola picada, misture e, com uma colher, abra um espa√ßo no centro da panela. Coloque os dois e deixe-os fritar at√© ficarem duros. Depois misture tudo. Abra novamente um espa√ßo no centro da panela e refogue a couve em um pouco da mistura de alho batido com o √≥leo. Misture. Abra de novo o centro e refogue o feij√£o no restante da cebola, da mistura de alho batido com √≥leo. Coloque a farinha de milho, misture bem e, por √ļltimo, junte o cheiro-verde picado. Sirva acompanhado de torresmo.

COBU DA ROÇA
02 x√≠caras (ch√°) de a√ß√ļcar
01 prato fundo de banha derretida
03 ovos
01 kg de fub√° de moinho
01 litro de leite fervendo
01 pitada de sal, pedacinhos de queijo, erva-doce, canela (a gosto)

Escaldar o fubá com o leite fervendo, juntar os outros ingredientes e levar ao fogo para fazer um angu. Amolecer com os ovos, até que a consistência permita fazer pequenos pãezinhos. Colocar no centro de cada um, um pedacinho de queijo. Enrolar em folha de bananeira e assar em forno quente.

BROA DE AMENDOIM
01 kg de amendoim torrado e moído
01 colher (sobremesa) de bicarbonato de sódio
800g de fub√°
03 ovos, 01 rapadura de 01 kg.

Fazer ao fogo uma calda não muito grossa com a rapadura. Misturar-lhe o amendoim e os demais ingredientes, dissolvendo antes o bicarbonato em um cálice de água. Fazer as broinhas e por num tabuleiro untado de gordura ou óleo. Assar em forno quente.

DOCE DE AB√ďBORA (12 por√ß√Ķes)
2 kg de abóbora
3 x√≠cara (ch√°) de a√ß√ļcar

Corte a ab√≥bora em peda√ßos e tire a casca. Num tacho de cobre, ponha os peda√ßos de ab√≥bora e o a√ß√ļcar, deixe cozinhar at√© a ab√≥bora ficar bem mole e ent√£o comece a mexer com uma colher de pau. Quando come√ßar a desprender do fundo j√° est√° no ponto. Se o doce n√£o ficar brilhante, √© preciso por mais um pouco de a√ß√ļcar.

AMOR AOS PEDA√áOS (8 por√ß√Ķes)
600 ml de suco de laranja coado
400g de a√ß√ļcar
8 ovos
cravo e canela em pau a gosto

Em uma panela, misture o suco de laranja com o a√ß√ļcar e leve para ferver at√© formar uma calda em ponto de fio ralo. Em uma tigela, peneire os ovos e, com um garfo, bata-os at√© espumar. Jogue os ovos batidos sobre a calda em ponto de fio ralo e, sem mexer, deixe cozinhar em fogo baixo por 20 minutos. Adicione o cravo e a canela. Espere esfriar e arrume em uma compoteira. Sirva acompanhado de queijo branco.


REGIÃO SUL



CHIMARRÃO (1 cuia)
Erva mate
√Āgua quente
cuia com bomba

Coloque a erva em ¬ĺ de uma cuia (vasilha onde se toma o chimarr√£o). Tape com a m√£o a boca da cuia e incline-a, para que a erva fique apenas de um lado da cuia. Despeje √°gua quente at√© encher a cuia e espere de 3 a 5 minutos para dar tempo de a erva inchar. Enterre a bomba na erva, at√© o fundo, tapando a extremidade com o polegar. Esquente a √°gua at√© chiar, sem deixar ferver. Ponha mais √°gua quente. O primeiro gole deve ser cuspido, pois vem com um pouco do p√≥ do mate. Tome o chimarr√£o at√© acabar a √°gua. Depois encha de √°gua novamente, sem repor o mate.


BARREADO
5 kg de acém ou coxão duro cortado em pedaços médios
500g de bacon em pedaços pequenos
1,2Kg de cebolas de cabeça picados
1,2kg de tomates sem sementes e picados
3 maços de cebolinha picada
3 cabeças de alho picado
1 e ¬Ĺ copo de √°gua
20 folhas de louro
2 pimentas dedo-de-moça picadas
1 colher (sopa) rasa de cominho em pó
Farinha de mandioca, √°gua e sal a gosto.

a- Numa panela de barro com tampa despeje metade do bacon picado, forrando o fundo e as laterais da panela. Depois faça uma camada com metade das cebolas, outra com metade dos louros e outra com metade da salsinha e da cebolinha.
b- Coloque metade da carne picada em pedaços médios. Adicione o alho picado e um pouco de sal. Com o restante dos ingredientes repita todas as camadas.
c- Ponha mais um pouco de sal e cominho. Por √ļltimo cubra com folhas de louro. Regue com 1 e ¬Ĺ copo de √°gua.
d- Corte um plástico grosso, três dedos maiores que a boca da panela. Feche a panela com plástico e amarre-o com um barbante. Tampe a panela. Usando um arame mole, fixe a tampa, prendendo-a bem.
e- Nua vasilha misture farinha de mandioca com água, o suficiente para vedar toda a volta da panela, até obter uma massa mole.
f- Com a massa, vá vedando o espaço entre a tampa e a panela, até ela ficar totalmente vedada. Leve a panela ao fogo brando, de 18 a 20 horas. Se durante o cozimento a massa trincar, reforce a vedação com mais massa.
g- Com a ajuda de uma faca quebre a massa ao redor da tampa, tomando cuidado com o vapor. Mexa bem todos os ingredientes e leve o barreado ao fogo por mais 1 hora, tampando. Sirva com farinha de mandioca crua, banana cozida e laranja.

AMBROSIA
1 Kg de a√ß√ļcar
6 ovos inteiros
6 gemas
1 litro de leite
suco de 2 laranjas
1 pau de canela
4 cravos

Coloque o a√ß√ļcar e o leite numa panela grande. Misture bem e leve para ferver com o cravo e a canela. Passe os 6 ovos inteiros e as 6 gemas numa peneira. Retire a panela do fogo. Junte os ovos peneirados e o suco de laranja, mexendo sempre. Leve a panela novamente ao fogo, que deve estar bem baixo. Deixe cozinhar at√© formar flocos bem grandes, mexendo com uma colher de pau de vez em quando. Sirva quente ou frio, em ta√ßas.

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